Membros de colônias japonesas de vários estados se reúnem em Campo Grande desde sexta-feira (20) para um concurso nacional de karaokê. De acordo com a organização do evento são 745 participantes, do Amazonas ao Rio Grande do Sul. Neste domingo (22) o vencedor de cada uma das 20 categorias ganha um troféu e o melhor cantor leva uma passagem aérea para oJapão.
Segundo ele, uma estrutura que conta com praça de alimentação e até massagistas para os participantes que quisessem pagar por uma sessão de relaxamento havia. “Temos mais de cem voluntários que trabalham o dia todo para conseguir atender os visitantes da melhor forma possível”, conta Tibana.O presidente da Associação Nipo-brasileira da cidade, Bernardo Tibana, explica que o evento é mais que uma disputa, mas representa a cultura da terra do sol nascente. “É muito importante. Posso comparar a paixão da comunidade japonesa pelo karaokê com a dos brasileiros pelo futebol”, disse ao G1.
Cruzando o país
O engenheiro aposentado Takahiro Komorita veio com um grupo de outras seis pessoas de Manaus para competir. “Não existe voo direto. Foi uma longa viagem, mais de dez horas no aeroporto, mas no final, tudo isso vale muito a pena”, diz.
O engenheiro aposentado Takahiro Komorita veio com um grupo de outras seis pessoas de Manaus para competir. “Não existe voo direto. Foi uma longa viagem, mais de dez horas no aeroporto, mas no final, tudo isso vale muito a pena”, diz.
Da região sul, uma família de cantores saiu de Londrina (PR). São três gerações de cantores, Yuji, de 4 anos, na categoria infantil; Michele Ekuni, 29 anos e a matriarca Junko Ekuni, que inclusive dá aulas de karaokê na cidade onde vive.
“Eu canto desde muito nova. Minha filha, que também já foi campeã, participa comigo há bastante tempo, mas 2012 é especial, é a primeira vez que o meu netinho se apresenta”, diz.
Tradição
A fonoaudióloga Cíntia Nishimura, 31 anos, é a vencedora da edição 2011 do concurso, mas já ganhou uma porção de outras vezes. Ela conta que já venceu nove vezes a competição em sua categoria.
A fonoaudióloga Cíntia Nishimura, 31 anos, é a vencedora da edição 2011 do concurso, mas já ganhou uma porção de outras vezes. Ela conta que já venceu nove vezes a competição em sua categoria.
“Se precisar, como manda o regulamento, eu entrego a faixa, mas eu vim para tentar mantê-la comigo”, disse ao G1.
Cíntia explica que canta desde os 10 anos e descobriu sua carreira graças à música. “Eu canto por hobby, mas a vida que eu levo hoje, minha profissão, eu descobri por conta do karaokê”, relata.
Disputa
A competição tem várias categorias. Em algumas, conforme a organização, os participantes cantam sozinhos, em outras, são permitidos grupos. As músicas, sempre em japonês, variam conforme a idade dos concorrentes. Os mais velhos entoam temas mais românticos, os mais jovens, músicas mais pop.
A competição tem várias categorias. Em algumas, conforme a organização, os participantes cantam sozinhos, em outras, são permitidos grupos. As músicas, sempre em japonês, variam conforme a idade dos concorrentes. Os mais velhos entoam temas mais românticos, os mais jovens, músicas mais pop.
Para cada vencedor das categorias é entregue um troféu. Depois que recebem o prêmio, cantam novamente competindo entre si. O ganhador viaja de graça para o Japão.
Os jurados avaliam desde a pronúncia das palavras à dicção dos participantes. O figurino também é importante e conta pontos. Os cantores vestem kimonos e roupas produzidas especialmente para o evento.

Cíntia foi a vencedora do concurso de 2011 (Foto: Felipe Bastos/G1 MS)
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